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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Floresta, a madeira e o castor forasteiro

Certa vez em tempo e lugar não muito distantes existia uma floresta cheia de vida, com fauna rica e flora densa. Lá vivia um ser que era conhecido como castor. Castor não era um ser daquele lugar e nem natural daquela fauna, ele foi apenas deixado ali, a mercê das leis daquela floresta, todas convencionadas democraticamente com a mãe natureza. Lá tudo fluía de modo natural e tranquilo geralmente, mas as vezes brutal, mas pois bem a brutalidade era pequena e todos os habitantes da floresta aceitavam esse pequeno ônus em troca de um ambiente relativamente tranquilo. Até a chegada de Castor.

Castor era um ser egoísta, que tinha demandas diferenciadas de todo o restante dos animais da floresta. O castor tinha a necessidade de sempre ter madeira disponível, para ele moldar seu habitat de acordo com seu padrão e necessidade do momento sem levar em consideração a necessidade dos outros animais da floresta. O castor construiu grandes “obras” enquanto esteve ali em seu canto, sem incomodar ninguém. Até que em um certo dia seu egoísmo e suas necessidades exacerbadas e seu exagero em extrair da flora o que ele necessitava começou a aborrecer os outros animais, fazendo-os convocar com a mãe natureza uma convenção para corrigir o claro desequilíbrio trazido por aquele castor. Então marca-se uma reunião emergencial para definir medidas que venham a tentar conter os execessos do castor, mas mal sabem eles que esse castor esteja executando um plano malévolo para tomar o controle da floresta, pois ele sabia que suas atitudes não estavam sendo bem aceitas naquele meio. Oque o castor fez?

Ocastor mostrando-se um ser incrivelmente maquiavélico e astuto, constrói uma barragem que corta o fluxo de água da floresta e que torna a vida insustentável naquele ambiente, até que um dia o castor faz um requerimento de reunião com a mãe natureza e com o conselho que cuidava de administrar toda aquela floresta, e nessa reunião exige que todos da floresta se curvem ao seu poder para que tenham a água de volta e que a calamidade chegue ao fim. e é o que os seres da floresta fazem, se curvam ao castor que já naquele momento estava cego pelo poder.

Depois de algum tempo no poder o castor decide que as convenções feitas pelos animais da floresta não o favorecem, e de repente decide redigir as novas convenções da floresta, só que de modo a favorecer os seus próprios interesses ao invés de favorecer o equilíbrio na floresta. Depois de redigida pelo castor as novas “leis” começaram a vigorar.

Depois de um certo tempo com certa calmaria e inconformidade na floresta,se começa a observar que algumas espécies começam a se marginalizar e outras começam a se destacar, por terem influencia, poder e características que interessavam ao governante. Essas espécies fizeram um acordo com o governante para que tivessem voz, e que tivessem todos a oportunidade de definir representantes para seus interesse, e em troca, eles disponibilizavam ao governante suas virtudes e lealdade. E assim perdurou o acordo durante muito tempo e muitas gerações e dinastias de governantes, que depois da morte do primeiro castor, foram escolhidos pela camada privilegiada da fauna daquela floresta. E assim foi durante muito tempo.

Até que um dia a grande maioria dos habitantes da floresta, que eram marginalizadas pela a organização “social” duvidosa, tomaram a frente e fizeram uma dura batalha contra os exécitos daqueles que formavam a camada nobre da fauna. Até que um dia a “nobreza” enfraquecida que  se manterá graças as convenções desigualitárias conseguem calar o poder dos manifestantes menos favorecidos comprando os lideres revolúcionários e criando uma câmara dos menos favorecidos, consequentemente enfraquecendo o movimento de forma que o mesmo se dissolvesse e que todos os animais voltassem as suas vidas de modo ordeiro iludidos pelos pseudo-poderes dados á camada da fauna menos favorecida, que era composta de membros mais populares das faixa rica da população, junto aos lideres corrompidos, e agora corruptores, que passaram a corromper os verdadeiros e poucos representantes do poder popular.

Depois de ter seu idealismo morto e seu poder corrompido a população menos favorecida da floresta começava a trilhar um caminho autodestrutivo que era de violência, intolerância e insatisfação, que era percorrido a passos largos, e enquanto isso os dominantes, planejavam como trazer a paz e a tranquilidade devolta novamente a floresta, eis que alteraram as convenções e criaram as penas para aqueles que fossem contra o sistema, já decadente e que precisava de uma verdadeira reforma, para que não se tornasse insustentavél e autodestrutivo, pois a qualquer momento poderia ocorrer uma grande batalha, que acabou ocorrendo e dizimou todos os seres da fauna da floresta e destruiu toda a mesma, tudo pois a minoria nunca abriu mão de seu poder em favor da igualdade das espécies.

Aliás esqueci de dizer o nome da floresta:

Brasil.

Gabriel Segundo

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